Respostas ás questões | SEVE V

1Pergunta A calda de cimento endurecida utilizada no preenchimento do furo do grampo pode ser entendida como uma proteção à corrosão da barra de aço?
Porque não investir mais na melhoria deste tipo de proteção?

R | Não. A calda de cimento não deve ser entendida como proteção à corrosão da barra de aço.

Para que o empuxo ativo se efetue é necessário que o maciço de terra sofra deformações.

Da mesma forma quando o grampo for solicitado a barra de aço sofrerá esforços da ordem de 2.500 kg/cm² ou até mais, também provocando deformações da barra de aço.
As duas deformações acima são incompatíveis com a deformação que a nata de cimento pode sofrer sem fissurar.

Um grampo com 10 metros apresentará deformações elásticas chegando a casa do centímetro enquanto que a nata já fissura com milímetro.

Este conceito somente seria valido caso o sistema maciço/grampo não se deforme devido a grande densidade de grampo. Entendemos, no entanto, que neste caso não se trata de solo grampeado conforme nossa proposta de classificação.

2 Pergunta As subdivisões encampadas pela NBR 5629 de 1996 “Execução de Tirantes Ancorados no Solo” referentes aos sistemas de proteção classe 1, classe 2 e classe 3 (trecho ancorado) podem ser estendidos para grampos ou deveriam ser estabelecidos critérios próprios para proteção destes grampos?

R | Entendemos que deve haver uma separação total entre grampos e tirantes. Em todos os sentidos, projeto, normas técnicas, obras etc.

3 Pergunta Duas das sugestões práticas feitas pelos autores (ligação grampo/paramento e paramento de alvenaria) parecem sugerir que os autores entendem que a importância estrutural que é dada ao paramento é excessiva. Isto parece coincidir com tendências recentes no Japão e em Hong Kong de se eliminar o paramento de concreto projetado e substituí-lo por camada de solo fértil arenoso, armado com fibras de poliéster. Porque não se iniciar um programa investigativo coletivo e de baixo custo de medições sistemáticas das cargas transmitidas pelo grampo ao paramento?

R | Os Autores entendem que a importância estrutural que é dada ao paramento não é excessiva.

Somente é possível a substituição do concreto projetado por solo fértil armado com fibras de poliéster em taludes.

A tendência nossa é do uso do solo grampeado como muro de arrimo, com frequência vertical. Neste caso o paramento e a interligação grampo/paramento é importante.

Quanto a um programa investigativo para determinar as cargas transmitidas pelo grampo ao paramento ele seria de extremo interesse.

Na prática este tipo de investigação somente seria viável com um profundo envolvimento e investimento da firma executora de solo-grampeado. E estas firmas não dispõem de verbas para tal. Entendemos que financiamentos tipo CNPq para pesquisas como esta seriam valiosíssimas. Lamentavelmente nossa realidade dificulta o acesso de firmas executoras de Engenharia Geotécnica a este tipo de financiamento.

4Pergunta A “Sugestão Alternativa Proposta” referente ao emprego de alvenaria para preenchimento do espaço vazio do reticulado de vigas pode ser utilizada para alturas de contenção superiores a 8,00 metros, na experiência dos autores?
O emprego de brocas para apoio do paramento inclinado é sempre recomendável?

R | Sim, chegamos a executar muros de arrimo por este sistema com altura de 15 metros conforme foto existente em nosso folder. Lembramos que esta solução é estruturalmente mais adequada que o concreto projetado.

Quanto ao emprego de brocas, costuma ser recomendável. Depende de cada caso, no entanto.

5 Pergunta A “Proposta Teórica” para “Padronização dos Solos Grampeados”, baseada somente na densidade de grampos por m², não deveria levar em consideração que existem cortinas atirantadas com densidade inferior a 1 tirante a cada 4,0 m²? O comportamento ou modelagem do maciço arrimado não deveria ser levado em consideração em uma tal proposição de classificação?

R | A Proposta tem por finalidade exatamente evitar este tipo de consideração.
Entendemos que estamos nos primeiros estágios do conhecimento de solo grampeado.     Algo similar às divisões de Estádio I, II e III de concreto armado de poucas décadas atrás.

O comportamento do maciço arrimado foi levado em consideração em nossa proposta. Ele não é considerado similar ou semelhante ao solo grampeado.
Assim como entendemos ser conveniente a separação total entre grampos e tirantes, o mesmo ocorre entre grampos e maciços arrimados.

Resumindo, a proposta de classificação somente foi feita pelas incertezas que hoje existe sobre solo grampeado. Quando nosso conhecimento aumentar esta classificação será naturalmente descartada.


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