Caso de Obra | Edifício Residencial

Trata-se de edifício residencial com 15 andares e área projetada de 450 m².

A fundação foi feita com tubulões a céu aberto, tendo profundidade média de apoio de 10 ml e taxa de trabalho (σs) de 3,5 kgf/cm². Próximo ao término da obra, nos serviços de acabamento, verificou-se desaprumos. Medições topográficas indicaram recalques diferenciais da ordem de 10 mm/mês.
Agravando o problema, houve uma questão comercial: o empreendimento estava em fase de lançamento. Como solução foi feito um projeto de reforço de fundação de 50% dos pilares (≈ 18). A primeira etapa nos nove pilares mais críticos. Por uma questão comercial e obtenção de informações, decidiu-se pelo reforço imediato de somente quatro pilares com a cravação de oito estacas MMI de 6,5’’ para carga de trabalho de 60 t/estaca. Para ultrapassar as bases dos tubulões as estacas foram cravadas com inclinação de 1:10.
Para atingir novos horizontes de apoio, e bulbos de pressão independentes, as estacas foram cravadas com 22 m. Também para evitar novos e grandes blocos de transição foi feito um projeto estrutural de reforço do bloco antigo com aparelho de reação.
Os resultados foram surpreendentes como se verifica no controle topográfico. Células de carga indicaram as cargas reais da MMI que ultrapassaram 120 t/estaca. O comportamento estrutural e global do edifício e das fundações foi contrário ao previsto e possivelmente também às teorias clássicas de Mecânica dos Solos e Estruturas.

Após sete anos, o edifício apresenta-se totalmente normal.


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